O Terranias: Núcleo de Pensamento Ecológico (PUC-Rio) é um grupo de pesquisa e extensão com foco no colapso ecológico e no Antropoceno.

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Atividades

Encontro

De 16 a 18 de junho de 2025, acontece o 2º Encontro de pesquisadores do Terranias, de modo presencial, na PUC-Rio. Nele, vamos conhecer as pesquisas em curso no grupo. Nos dois primeiros dias, as atividades são abertas ao público.

Grupo de leitura

De abril a julho de 2025, o Terranias está promovendo um grupo de leitura online do clássico Rumo a uma ecologia da mente, de Gregory Bateson — obra fundamental para pensar os entrelaçamentos entre mente, natureza e cultura.

Grupo de leitura

Ensaios de empirismo radical, de William James, é o objeto de trabalho do grupo de estudos online do Terranias que iniciou em março. Um livro essencial para entender sobre a abordagem pragmatista que influenciou muitos intelectuais do século XX.

Publicações

De la verdad incómoda a la verdad suficiente

El Antropoceno –la nueva época geológica en la que los procesos ecológicos del planeta vienen siendo gravemente impactados por las actividades industriales– nos sitúa en una contradicción a primera vista irresoluble con respecto a la relación entre verdad, ciencia y política. Entonces, ¿qué hacer con esta aparente incoherencia que nos hace, por un lado, afirmar la “verdad de lo relativo” y, por otro, recusar las relativizaciones de la “verdad incómoda” del cambio climático? ¿Es posible establecer un concepto de verdad que permita conciliar estos dos imperativos cosmopolíticos cruciales de nuestro tiempo? Este artículo busca inspiración en el pragmatismo de William James para proponer un relativismo consecuente capaz de dar cabida a lo que propongo llamar “verdad suficiente”.

Alyne Costa

PUC-Rio

A catástrofe que logo somos: banalidade do mal no Antropoceno

O presente ensaio tem como objetivo mobilizar o conceito de banalidade do mal de Hannah Arendt para pensar a catástrofe climática em curso. Pretendemos analisar a questão da responsabilidade e da irresponsabilidade; a quem podemos subscrever à culpa pela catástrofe? Confluindo o conceito de Arendt com as reflexões de Mark Fisher, Bruno Latour, Elizabeth Povinelli e Günther Andres, procuramos tematizar esta questão. Concluímos, por fim, que todos estamos implicados, conquanto produzidos pelo modo de produção capitalista, na catástrofe, mesmo que de modos diferenciados.

Ádamo da Veiga

UFRJ

Quando Gaia irrompe no congresso: enchentes no RS e narrativas do Antropoceno e apesar dele

O acontecimento Antropoceno irrompe provocando uma série de alterações nas categorias ontoepistemológicas a partir das quais até então partiam nossas discussões a respeito da natureza das imagens visuais e sonoras. Inicialmente concebido como uma versão escrita do trabalho produzido para ser apresentado num congresso, este artigo relata a intrusão de Gaia nessa mesma apresentação. Primeiro, investigamos a narrativa audiovisual sobre as mudanças climáticas, mas a experiência das enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 atravessou as práticas do cotidiano acadêmico, ferindo a produção de sentido pretendida e trazendo à tona aspectos do imaginário em jogo nas mudanças climáticas.

Anelise De Carli

PUCRS


Histórico

O núcleo Terranias surge a partir de uma trajetória de discussões desenvolvidas no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUC-Rio, especialmente no contexto da linha de pesquisa em Filosofia e Questão Ambiental, criada pela Profa. Dra. Déborah Danowski em 2011. Hoje com mais de uma década, o grupo vem se afirmando como um espaço de convergência para docentes e estudantes interessados em modos de pensar e agir diante das urgências ecológicas do nosso tempo.

Com membros vinculados aos departamentos de Filosofia, Ciências Sociais, Biologia, Química, História e Artes da PUC-Rio e de outras instituições, o Terranias vem promovendo o intercâmbio entre saberes e práticas, fortalecendo uma abordagem crítica, criativa e plural diante da crise ambiental. O grupo também tem buscado articular suas ações a iniciativas culturais e científicas mais amplas, promovendo colaborações com museus, universidades e centros de pesquisa, além de movimentos ambientais e sociais.