O Terranias: Núcleo de Pensamento Ecológico (PUC-Rio) é um grupo de pesquisa e extensão com foco no colapso ecológico e no Antropoceno.

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Atividades

Extensão

Presencial. Desde 2025, o Terranias colabora com a Aldeia Mata Verde Bonita (Tekoa Ka’Aguy Hovy Pora), em Maricá-RJ, em parceria com o projeto “Terra e formação: por uma educação de muitos mundos” (UFF). Além disso, em 2026, o Terranias passou a desenvolver atividades junto à comunidade do Horto Florestal, no Rio de Janeiro, em parceria com iniciativas locais, a partir do projeto “Reflorestamento das margens do Rio dos Macacos: uma proposta de conservação socioambiental na comunidade do Horto”.

Leitura

Online. A intervalos de aproximadamente três semanas, o Terranias organiza um encontro aberto para quaisquer interessados via Zoom para a discussão de livros e textos teóricos em torno do debate com foco nas questões ambientais e no Antropoceno. Espera-se que os interessados cheguem ao encontro após a leitura dos textos, preparados para compartilhar suas reflexões, questões e perspectivas. As publicações a serem lidas são escolhidas coletivamente por integrantes e colaboradores do Terranias.

Em 2026, o livro selecionado foi Incomún: un ensayo de ontologia política para el fin del mundo, de Mario Blaser, 2024. Acompanhe as redes sociais do Terranias e nos escreva para receber o link do encontro!


Cineclube

Presencial. O Cineclube Terranias acontece mensalmente na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. As sessões são gratuitas e seguidas de debate. O  programa já exibiu filmes de Ana Vaz, Andrei Tarkovsky, Barbara Marcel, Frederico Benevides e Déborah Danowski (imagem), Felippe Mussel, Karrabing Film Collective e Nobuhiko Obayashi, além de ter realizado discussões sobre outras produções cinematográficas.

Publicações

Estamos nos Refaunando”: experiências e coexistências multiespécies entre a extinção e a restauração

Este artigo apresenta um projeto de reintrodução de antas (Tapirus terretris), realizado no Mosaico Central Fluminense: uma composição de trinta unidades de conservação e oito unidades de conservação privadas do bioma da Mata Atlântica, localizada no estado do Rio de Janeiro. O projeto de reintrodução de antas feito no MCF é uma experiência de restauração da Mata Atlântica a partir da refaunação. Refaunar é buscar reestabelecer processos ecológicos perdidos a partir da restauração da
fauna nativa (FERNANDEZ et al, 2017).

Iby Montenegro de Silva

PUC-Rio

De la verdad incómoda a la verdad suficiente

El Antropoceno –la nueva época geológica en la que los procesos ecológicos del planeta vienen siendo gravemente impactados por las actividades industriales– nos sitúa en una contradicción a primera vista irresoluble con respecto a la relación entre verdad, ciencia y política. Entonces, ¿qué hacer con esta aparente incoherencia que nos hace, por un lado, afirmar la “verdad de lo relativo” y, por otro, recusar las relativizaciones de la “verdad incómoda” del cambio climático? ¿Es posible establecer un concepto de verdad que permita conciliar estos dos imperativos cosmopolíticos cruciales de nuestro tiempo? Este artículo busca inspiración en el pragmatismo de William James para proponer un relativismo consecuente capaz de dar cabida a lo que propongo llamar “verdad suficiente”.

Alyne Costa

PUC-Rio

A catástrofe que logo somos: banalidade do mal no Antropoceno

O presente ensaio tem como objetivo mobilizar o conceito de banalidade do mal de Hannah Arendt para pensar a catástrofe climática em curso. Pretendemos analisar a questão da responsabilidade e da irresponsabilidade; a quem podemos subscrever à culpa pela catástrofe? Confluindo o conceito de Arendt com as reflexões de Mark Fisher, Bruno Latour, Elizabeth Povinelli e Günther Andres, procuramos tematizar esta questão. Concluímos, por fim, que todos estamos implicados, conquanto produzidos pelo modo de produção capitalista, na catástrofe, mesmo que de modos diferenciados.

Ádamo da Veiga

UFRJ


Histórico

O núcleo Terranias surge a partir de uma trajetória de discussões desenvolvidas no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUC-Rio, especialmente no contexto da linha de pesquisa em Filosofia e Questão Ambiental, criada pela Profa. Dra. Déborah Danowski em 2011. Hoje com mais de uma década, o grupo vem se afirmando como um espaço de convergência para docentes e estudantes interessados em modos de pensar e agir diante das urgências ecológicas do nosso tempo.

Com membros vinculados aos departamentos de Filosofia, Ciências Sociais, Biologia, Química, História e Artes da PUC-Rio e de outras instituições, o Terranias vem promovendo o intercâmbio entre saberes e práticas, fortalecendo uma abordagem crítica, criativa e plural diante da crise ambiental. O grupo também tem buscado articular suas ações a iniciativas culturais e científicas mais amplas, promovendo colaborações com museus, universidades e centros de pesquisa, além de movimentos ambientais e sociais.