Entre os dias de 16 e 18 de outubro de 2024, a PUC-Rio recebeu o filósofo Patrice Maniglier (Universidade de Paris Nanterre) para um evento que incluiu um colóquio e um workshop.
Maniglier abriu o evento com o colóquio “Cidadãos da Terra: repensando o cosmopolitismo em uma era planetária“, que teve a seguinte chamada:
“Um dos maiores desafios dos próximos anos será projetar estruturas institucionais para que a dimensão planetária de nossas ações deixe de ser uma mera consequência involuntária de nossos modos de vida e permita construir novas formas de agência individual e coletiva. Maniglier propõe que essa liberdade terrestre, a qual requer instituições cosmopolíticas, tem muito a aprender da tradição do cosmopolitismo. Não porque este vise a um Estado planetário universal, mas, ao contrário, porque o cosmopolitismo se refere a uma forma de política que ultrapassa os limites da política estatal, imaginando uma política liberada da tirania do Um sobre o Múltiplo. Ao mesmo tempo, o próprio cosmopolitismo deve ser modificado para que uma concepção antropocêntrica dê lugar a uma geocêntrica – o que ele chama de cosmopolitismo terrestre.”


Já o workshop “Como se tornar um cidadão da Terra (na teoria e na prática)?” contou com duas sessões em dois dias seguidos.
Sessão 1: Exercícios sobre agência terrestre e cidades terrestres: o que significa ser livre em uma era planetária?
Sessão 2: Instituições geocosmopolíticas: exercícios para definir o cosmopolitismo terrestre (em oposição ao cosmopolitismo antigo, moderno e pós-moderno) e imaginar associações geocosmopolíticas.




