Em abril do ano passado foi publicado o 5º volume do CTS em foco, boletim trimestral da Esocite, teve seu 1º número organizado professor Felipe Süssekind (PUC-Rio) junto à Guilherme José da Silva e Sá e Joana Macedo. Os três assinam o texto de apresentação do dossiê “Refazendo futuros tecnologias e experiências de restauração ambiental como refúgios multiespécies“.
“Nesse número de Boletim CTS em Foco reunimos artigos no âmbito dos Estudos Sociais das Ciências e das Tecnologias que abordam iniciativas e propostas de criação de refúgios em um contexto de perda generalizada de condições de vida para humanos e não humanos. A evidência de que o mecanismo de exploração capitalista, que tem caracterizado predominantemente o modo de existência dos modernos, tornou-se incompatível tanto em relação aos recursos biofísicos limitados do planeta quanto às formas de vida peculiares de humanos não humanos faz com que as ciências ditas sociais e naturais se aproximem para executar uma complexa tarefa: diagnosticar e descrever os processos sócio-históricos de ocupação capitalista desmedidos e a extração de recursos naturais e minerais; denunciar e operar protocolo para que esses casos sejam tipificados como verdadeiros crimes contra as formas de coabitação no planeta; propor formas de combater os perpetradores desse tipo de necropolítica”
O número também conta com um artigo escrito por outra integrante do Terranias, a pesquisadora Iby Montenegro intitulado “Estamos nos Refaunando”: experiências e coexistências multiespécies entre a extinção e a restauração” que apresenta um projeto de reintrodução de antas no Mosaico Central Fluminense.
“A primeira reintrodução com fins na restauração ecológica do REFAUNA foi feita na floresta do Parque Nacional da Tijuca, parque com uma área florestal de 3.953 hectares, situado na cidade do Rio de Janeiro. Em 2017 teve início a reintrodução de antas em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, chamada Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA). A REGUA fica num local onde no século XX ficava a Fazenda do Carmo: o nome refere-se aos monges Carmelitas, que em meados do século XVIII subiram o rio Guapiaçu para estabelecer um projeto de evangelização que durou até a sua saída no século XIX. A Fazenda destinava-se
à criação de gado e à plantação de cana, banana, laranja e café. Além disso, com a abertura de terras para o pasto e a plantação, extraíam-se madeiras, com sua comercialização”
O boletim pode ser acessado no site da Esocite na seção de publicações ou então aqui. Boa leitura!



